Terça-feira, 5 de Maio de 2009

Narizes empinados

Há certos narizes empinados que só mereciam uma coisa...

Um piparote mesmo na pontinha, daqueles que conseguem deixar os olhos marejados de lágrimas...

E uma dor fininha...

Fininha e aguda!

 

Segunda-feira, 9 de Março de 2009

Apetecia-me

Apetecia-me...

 

Sair a galope... Correr... Voar... Partir...

 

Mas sem fugir... De braços abertos, o ar e o vento e, se não preciso fosse, a chuva a fustigar-me o corpo...

 

Sair em liberdade... Poder gritar, berrar, fazer confusão... Mas sem incomodar ninguém...

 

Estar alegre, contagiar... Electrizar!

 

Sair a galope... Correr... Voar... Partir...

Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

O síndroma do banco triplo

Com o tempo que passo dentro dos transportes públicos, nomeadamente no metro, dei por mim a pensar que existe um fenómeno relacionado com os lugares dos passageiros... Isto porque agora naqueles metros que mais parecem acordeões, com o harmónico a separar as carruagens, há uns bancos laterais nos quais, supostamente, se sentam três pessoas. E hoje deu-me para começar a pensar que existe um sintoma do banco triplo... Pois bem...

 

Para começar a viagem é feita como os caranguejos, de lado... Por mim não há qualquer tipo de  problema que eu não enjoo, nem mesmo na estrada mais aos sss... Tanto se me dá...

 

Depois, o verdadeiro dilema começa com a ocupação dos ditos Bancos Triplos. Estando o banco vazio, levanta-se a questão: pontas ou centro? É melhor sentar-me deste lado ou mesmo  no meio? Não é raro verificar que a maioria opta pelas pontas. A meu ver por dois motivos:

 

1.º-  Se chegar mais alguém pode sentar-se no outro extremo sem perturbar. Estando a outra pessoa afastada, temos a nossa "bolha" salvaguardada de intrusões e incómodos.

 

2.º- Temos além do encosto um apoio lateral. A viagem torna-se mais confortável e há mesmo quem se permita adormecer, mesmo que só entre poucas estações.

 

Mas há sempre quem se sente no meio, de pernas afastadas e ar de poucos amigos... Como se estivesse a ocupar o mui aguardado trono... Diria quase numa atitude egoísta... Não pretendo parecer sexista, mas na maior parte dos casos são elementos do sexo masculino que optam por este lugar.

 

Adiante... A verdadeira crise surge na hora de ponta em que os lugares sentados estão todos sempre ocupados... E com a crise vem a minha dúvida... Desde quando é que aqueles bancos são para três pessoas? Tudo bem, cabem lá as três, mas... Vão mais espremidos do que em pé... Vai o cotovelo do vizinho encostado ao ombro do do lado, num encaixe incómodo mas mais unido que peças de Lego. Por mim aqueles bancos não têm utilidade em horas sem movimento... E mais nada.

 

 

Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009

Senhor da mercearia

Quando mudei de casa nunca me passou pela cabeça sentir falta do senhor da mercearia... Digo isto sem segundas intenções, sem maldade e sem ter em mente nenhum senhor da mercearia específico... O que pretendo dizer é que a decisão de mudar de casa mudou por completo as rotinas, os acessos e a disponibilidade... Ora vejamos... Antigamente se queria qualquer coisa da mercearia, descia as escadas, percorria meia dúzia de metros e lá estava ela... Agora... Desço ao piso -1, tiro o carro da garagem, apanho quatro rotundas entupidas de carros, chego ao centro comercial com hipermercado, procuro lugar para estacionar, subo a passadeira rolante, levo encontrões de 15% das pessoas com quem me cruzo e depois de já ter metido no carrinho tudo o que não preciso  e de ter gasto o que não devia, faço o percurso inverso.... Tudo isto para chegar a casa de mau humor e ainda descobrir que me esqueci de comprar o que queria mesmo!

 

Ai, senhor da mercearia...

Mais um dia

Depois de um desgastante dia de trabalho (que eu também tenho dias assim) vou a suportar os risos histéricos promovidos por alterações hormonais da pré adolescência... Não tenho paciência para isto, juro! Não quero ser bota-de-elástico, nem de forma alguma castrar uma pretensa alegria de uma juventude que já não é a minha, mas o que é certo é que se torna incomodativo. Provavelmente há quem pense... Estás é velha!

 

 

Não quero saber!

 

Foi... Com olhos de ver às 15:16
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Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

Como quem não quer a coisa...

Estiquei as pernas...

 

Encostei-me à cadeira como quem não quer a coisa... E não quis.

 

Fiquei sentada de pernas estendidas à espera da passagem do tempo.

 

 

 

 

Por agora estou...:

...

Está frio... E tenho sono...

 

Tenho andado assim... Entre o frio e o sono, numa atitude de sonâmbula... Ou será uma questão de falta de atitude?

 

 

Por agora estou...: Ensonada
Foi... Com olhos de ver às 12:29
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Terça-feira, 30 de Dezembro de 2008

You worry about the wrong things

Traz na mão os bilhetes para o circo (ou será para o Jardim Zoológico?)... Separa-os com uma delicadeza que destoa da secura do rosto carrancudo e fechado. Do outro lado um tronco curvado, pensativo olha pela janela, vidro riscado e rabiscado, para o fim do rio... Mais além, confidências de um casal, misturam sorrisos forçados e revirares de olhos...

 

Óculos escuros a dissimular o sono imenso que resta de outra noite em claro... Más notícias no interior de um jornal que no rosto traz "Positive vibe"...

 

E... Última paragem... Sem parar... Há que seguir para o próximo transporte. As ruas cheiram ao Tejo. Gosto...

 

No interior do autocarro que quase fecha as portas sem me deixar entrar, e já depois de agradecer a bondade de uma viagem paga no início do mês, sento-me...

 

Já não observo, como dantes, os pés dos passageiros. Tornei-me descarada e olho quem entra sem curiosidade.

 

Vejo nas montras promoções, baixas e rebaixas... Contudo as lojas estão vazias. Se ainda estão fechadas...

 

No Rossio só as fontes parecem sorrir. Um homem, de mãos nos bolso, cabelo pastoso e olhar vago grita qualquer coisa...

 

Manifestam-se mais activos os reformados que teimam em utilizar os transportes públicos nas horas de maior movimento.

 

Sussurra-me ao ouvido uma voz conhecida: " You worry about the wrong things"... Ele lá sabe!

A ouvir...: Kanye West - Paranoid

Nothing to hang on

The irony of life is when an amazing story turns into a lie that runs out of your days and leaves you with nothing to hang on.

A ouvir...: Jeff Buckley - Hallelujah
Foi... Com olhos de ver às 10:46
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Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

Indiferenciado V

Dentro de um autocarro em plena Lisboa, o trânsito habitual para uma manhã de trabalho... Infernal... O interior rebenta pelas costuras, empurrões, desesperos, vozes alteradas e o calor dos corpos confinados a tão pequeno espaço...

Então, a uma voz...

"Que falta de consideração! Atirar-se assim... Para a linha à hora de ponta!? Queria Suicidar-se, fazia isso em casa com veneno para os ratos e já não incomodava ninguém!"

Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

Indiferenciado IV

"Se eu estou velha, tu estás rabugenta!"

 

Num choramingar infantil...

 

"Não estou não, mãe... Estou cansada!"

 

Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

Indiferenciado III

"Olha... Hadem ligar para mim, mas não hadem saber com quem hadem  falar..."

Por agora estou...: Logo eu... Não sei se Hadem!

Indiferenciado II

Sentados numa mesa de café, uma bica e um copo já sem água...

 

"Eh pá!... Podes ir ter com a tua mãe, que eu não te quero aqui?"

 

"Mas... Pai!"

 

Foi... Com olhos de ver às 14:32
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Indiferenciado I

A refeição decorria com toda a calma do mundo, em silêncio... Adultos e crianças com os olhos voltados para dentro num restolhar mudo...

 

Um latido, primeiro a medo, seguido de um ladrar tímido mas imponente... O som dos talheres pousados displicentemente no prato,,,

 

"Oh, cão! Cale-se!"

 

 

Foi... Com olhos de ver às 14:29
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Cabeça em água

Tudo bem... O azar veio para aqui armado aos cucos e ficou... Não sei se este tipo quer passar a quadra natalícia comigo, mas se assim é, estou tramada!

 

Ando com a cabeça em água, entre o meu emprego, que ninguém considera, já que acha tudo que estou para aqui de perna estendida ao sol (lá fora está a chover e um frio desgraçado, mas nem o ar condicionado pode estar ligado no quente para não estragar nada, por isso tenho as articulações dos dedos todas empedernidas), e a vida caseira (é tudo muito bonito e bom, mas é bem melhor para quem está de fora  e não tem de andar a correr de um lado para o outro), estou exausta! Até a porcaria da gata anda com o cio aos meses e não se cala nem de dia nem de noite, enquanto o enjoado (e capado) do gato fica a olhar como quem não entende lá muito bem o que ela quer...

 

Enfim... Sou uma incompreendida, está visto... Não... O mais provável é ser um monstro incompreensível e visceralmente incompreensivo! Isto não é mais que um desabafo exagerado, que eu no fim de contas estou é com uma crise de preguiça aguda, nível máximo III... Claro que eu no fundo se não faço é porque não quero e se deixo por fazer foi de propósito que eu bem vi que estava na data e não me lembrei só para ser chata... Também é verdade que digo deixa estar que eu faço, mas é tudo mentira que não faço nada, ando só aqui aos papéis para ver quem passa, porque os outros fazem logo sempre tudo por mim... E ainda mais flagrante, não tomo conta de nada nem de ninguém só para que me chamem a atenção e me preguem com sermões que é uma coisa que eu adoro!

 

Onde é que eu ando com a cabeça... No mínimo não lhe estou a dar a devida utilidade, não estou a permitir que se realizem sinapses só para ser do contra, que é a minha atitude favorita...

 

Enfim... O melhor é darem-me um desconto... Crédito já sei que ninguém me dá!

 

Por agora estou...: Assim a modos como quem vai...
A ouvir...: Apologize - One Republic
Foi... Com olhos de ver às 12:28
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Terça-feira, 2 de Dezembro de 2008

Ano Bissexto

Não sou dada a superstições... Não acredito que os gatos pretos nos "enguiçam" o dia (senão não tinha logo dois), pouso a mala no chão porque sei que o dinheiro não tem pernas para fugir (mesmo que pareça), passo por baixo dos escadotes como se não houvesse amanhã...

 

Mas bolas! Este ano é mesmo Bissexto! Não há nada a fazer... É certo e sabido que é um ano de azar para a família! Nem vale a pena enunciar que entre um pedaço de um qualquer órgão, um joelho todo enfaixado, ainda há a má circulação, os problemas na cervical e aquelas dores nas costas que nem com o anti-inflamatório lá vão! Males de família!

 

Ainda bem que o ano já está perto do fim...

Por agora estou...: Num mau ano
Foi... Com olhos de ver às 15:13
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Segunda-feira, 24 de Novembro de 2008

Hipocrisia

Hipocrisia que por aí andas perdida... Camuflada por amizades a que poucos dão valor, que grande parte ignora...

 

Verdade seja dita, estou saturada! Chega a um ponto que uma pessoa se cansa de confiar e acreditar nos supostos amigos... No fim de contas há uma percentagem elevada de falsidade, de omissão desnecessária, de falta de empenho, de dedicação... Ora bolas, sempre achei que a amizade era para se cultivar e fazer crescer! Não era para mingar ao sabor de dissabores... Pois muito bem! Chegou a minha vez de bater o pé! O número de amigos que, até à data, era, por si só, bastante reduzido, está a mirrar a olhos vistos... Agora, não quero que pensem que me dirijo indiscriminadamente a todos, a disparatar sem razão... Se por acaso não receberem qualquer aviso é porque muito provavelmente este post vos é dirigido. Em caso de reclamação estou disponível para responder!

 

Pois muito bem... Deixam cair a máscara, as pessoas afastam-se, criam-se incompatibilidades, mas estou desiludida... Bastante, para ser sincera. Uma coisa é no caso de um mero conhecido... Outra, completamente diferente, é um amigo, a quem contamos a nossa intimidade sem pudores.

 

Cada vez me convenço que cada um por si... O lema "Um por todos e Todos por um" só mesmo nos mosqueteiros. Já lá vai o tempo... Só que não vejo em que aspecto é que esse isolamento nos pode trazer benefício algum. Só um vazio enorme.

 

Mas se é assim que querem, assim será!

 

 

Por agora estou...: Contrariada
A ouvir...: So What - Pink
Foi... Com olhos de ver às 11:57
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Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008

O TAMANHO 42 NÃO É PARA GORDAS

O TAMANHO 42 NÃO É PARA GORDAS... Pelo menos era o que dizia a capa do livro que a senhora que se sentou do outro lado dos bancos do metro ia empenhadíssima a ler... Até agora nada de especial, certo? Agora... Seria de imaginar  uma jovem esbelta e magra presa às páginas  do livro? Não... Claro que não... O 42 já lá ia atrás...Mas será que o facto de estar a ler um livro que diz que afinal não se está gorda, serve de estimulo? Dê uma justificação para se comer mais um pouco? Ou será que vai levar a uma luta desenfreada para ficar abaixo do maldito número, de conseguir comprar roupa numa loja dita "normal"?

 

Sexta-feira, 14 de Novembro de 2008

Descanso do Pessoal

 

Encerra aos Sábados e Domingos para descanso do pessoal (neste caso é Unipessoal).

 

Bom Fim-de-Semana!

 

 

A ouvir...: Lost! - Coldplay

Outras cores...

Não sou sempre negativa... A sério! Tudo bem, não parece... Mas que culpa tenho eu de gostar mais de cores escuras?... E depois há palavras que soam bem, mas que são sempre carregadas de amargura, também tenho essa noção...  Não há muito a fazer...

 

Em geral dá-me para a melancolia... Cinzenta! Mas não sou sempre assim... Também tenho um bocadinho de letras a preto e outras a branco... E vermelho... Não tenho tons claros...

Por agora estou...: Bloqueada
Foi... Com olhos de ver às 17:13
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Quem sou eu...

Bisbilhotar por aqui...

 

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